Alguns mitos sobre a pele

A pele cria habituação aos cremes

A pele não cria habituação aos cremes. O que se passa é que a nossa pele vai mudando ao longo da vida, quer por alterações hormonais, estilos de vida ou outros fatores, sendo importante utilizar outro produto mais adequado. Na adolescência devido à elevada produção de testosterona, uma hormona masculina, existe maior produção de sebo e a pele tende a ser oleosa. Com o passar dos anos a pele torna-se mais seca, exigindo diferentes cuidados.

A minha pele é oleosa, não preciso de a hidratar

Uma pele oleosa não é o contrário de pele seca. Isto significa que uma pele pode ser oleosa e estar ao mesmo tempo desidratada. Também as peles oleosas devem ser hidratadas, normalmente com recurso a hidratantes em gel uma vez que estes não contêm óleos.

Bebo muita água, a minha pele não devia ser seca

A secura que se sente à superfície da pele não é apenas um reflexo de falta de água mas, principalmente, um problema na retenção da própria água. Os lípidos (gorduras) têm essa função e ajudam a reter a água na pele, o que significa que beber mais água não vai alterar o estado de secura. O mais indicado é fornecer-lhe as gorduras que lhe faltam através de cremes emolientes.

Lavo a cara com água e sabão, é suficiente

Existe à superfície da pele uma película protetora que impede o desenvolvimento de microrganismos. Designada por manto hidrolipídico, esta película tem um pH ligeiramente ácido (pH 5,5) que a lavagem da pele com a maioria dos sabõe, altera desprotegendo-a e secando-a. Por esta razão, é recomendável o uso diário de um sabonete de pH neutro ou ligeiramente ácido. Os leites de limpeza são uma boa opção para peles secas e mistas e o gel de limpeza é aconselhado para peles oleosas.

Alguns mitos sobre a Acne

A acne está relacionada com a alimentação

Não existem estudos clínicos que relacionem a alimentação com o aparecimento da acne.

O sol ajuda a tratar a acne

Pelo contrário, o sol é um dos piores inimigos da acne. Camufla as lesões, levando ao seu agravamento devido ao espessamento da camada córnea e pigmentação das cicatrizes provocadas pela acne, que assim se tornam mais visíveis.

A acne é contagiosa

A acne é causada pela produção excessiva de sebo. Posteriormente, pode ocorrer infeção, uma vez que a mistura com células de pele mortas e outros resíduos causa obstrução nos poros, originando uma ou mais formas de acne. As bactérias responsáveis pela infeção podem ser encontradas na pele de qualquer um de nós.

A acne é causada pela falta de higiene

Lavar a pele diminui a oleosidade, mas não impede a produção de sebo pelas glândulas sebáceas nem o crescimento das bactérias que se encontram longe da superfície lavável.

Os cabelos compridos favorecem a acne

Deixar crescer o cabelo ou usá-lo a tapar parte do rosto não tem qualquer influência no aparecimento da acne.

Uma vez que desaparece, a acne não volta a aparecer

A acne afeta também os adultos, principalmente as mulheres entre os 25 e os 40 anos.

Mesmo depois da acne desaparecer é muito importante manter rotinas diárias de limpeza e hidratação para evitar o seu reaparecimento.

Dicas e sugestões para manter uma pele saudável

Como manter uma pele saudável?

Para que a pele se mantenha saudável é importante criar rotinas de limpeza, tratamento e proteção solar.

Limpeza

Para garantir a suavidade na limpeza é importante selecionar os produtos de acordo com o tipo de pele.Os cuidaodos de limpeza devem ser efetuados duas vezes por dia, de manhã para remover o excesso de sebo e à noite para remover as impurezas acumuladas ao longo do dia.
Para remover o excesso de células mortas deve ser efetuada uma esfoliação, uma a duas vezes por semana.

Tratamento

Escolher um produto adequado ao tipo de pele é essencial (seca, oleosa ou mista). Para além disso, éimportante perceber se existem doenças de pele (acne, dermatites, psoríase, etc). Cabe ao seu médico a correta identificação, aconselhamento e tratamento destes casos.

Proteção Solar

As radiações UV (UVB e UVA) emitidas pelos raios solares são nocivas para a pele. A hiperpigmentação (manchas) da pele é um dos sinais da exposição solar. Quando em demasia e sem a devida proteção de um filtro solar pode conduzir ao aparecimento de melanomas (tipo de cancro de pele mais perigoso).

Como saber se a nossa pele é seca, oleosa ou mista?

Avaliando a quantidade de secreção sebácea (sebo/óleo) produzido pela pele do nariz após lavagem/limpeza matinal. Pode fazer esta avaliação passando o dedo pelo dorso do nariz em diferentes alturas do dia:

- Se sentir pele seca e descamativa, ao longo do dia, a pele da face é muito seca;
- Se ao longo do dia não ocorrer descamação, mas não tiver sebo, trata-se de uma pele seca;
- Se detetar produção ligeira de sebo ao longo do dia, a pele é considerada normal ou mista.
- Se a meio do dia a pele estiver gordurosa, estamos perante um tipo de pele oleosa. Se uma hora após a lavagem, existir oleosidade tem um tipo de pele muito oleosa.

Como escolher corretamente os cosméticos?

Os cosméticos devem ser sempre escolhidos de acordo com o tipo de pele. A sua utilização correta é fundamental.
- Pele normal: a melhor opção é um creme hidratante à base de água. A composição deste tipo de produtos contem menos ingredientes passíveis de tornar a pele oleosa.
- Pele seca – a pele seca não produz a quantidade de oleosidade essencial para se manter hidratada, por isso o uso de cremes hidratantes à base de óleos é o recomendado.
- Pele oleosa e com tendência para acne: a pele oleosa requer cuidados muito específicos, principalmente quando existe tendência para o aparecimento de acne. Os produtos específicos para peles oleosas, à base de água e sem adição de óleos, são os ideais.
- Pele mista: a pele mista necessita de constante hidratação para controlar o excesso de oleosidade na chamada zona T (queixo, nariz e testa).
- Pele sensível: Se tem uma pele sensível opte por um creme hidratante sem fragrâncias, corantes ou conservantes. Prefira as fórmulas livres de óleo.

Dicas e sugestões para o tratamento da despigmentação

Como tratar a hiperpigmentação

A hiperpigmentação consiste numa produção excessiva de melanina, conferindo à região afetada, normalmente uma superfície limitada, uma coloração mais escura que o restante tom de pele. Esta coloração pode ser resultado de fatores externos como a exposição solar excessiva, traumas na superfície cutânea ou mesmo a utilização de alguns medicamentos, tais como os contracetivos orais. No que diz respeito a fatores internos, estes podem ser de natureza genética, distúrbios endócrinos ou mesmo características raciais.

De forma a evitar, atenuar ou tratar os problemas relacionados com a hiperpigmentação e o seu efeito inestético existem algumas medidas e cuidados importantes a ter em conta.

Caso a hiperpigmentação resulte de uma reação à exposição solar, esta deve evitar-se e sempre que possível é recomendado o uso de protetores solares com elevado fator de proteção (máximo existente SPF 50+). Se por outro lado, o surgimento da hiperpigmentação estiver relacionado com alguma terapêutica instituída, fale com o seu médico ou peça aconselhamento ao seu farmacêutico.

Para o tratamento da hiperpigmentação habitualmente recorre-se ao uso de cosméticos que incorporam agentes com propriedades despigmentantes que, quando aplicados na superfície cutânea, eliminam as manchas por interferência na produção de melanina, o principal pigmento endógeno responsável pela coloração da pele.
As substâncias ativas com propriedades despigmentantes encontram-se disponíveis no mercado sob várias formas de apresentação, tais como pomadas, cremes, loções, entre outras. A sua ação, geralmente, centra-se na interrupção da cadeia de formação de melanina. Podem ser também utilizados raios laser para a eliminação das manchas causadas pela hiperpigmentação.

Quando já instaladas as manchas, pode recorrer-se à utilização de cosméticos como bases de cor, também conhecidas como fond de teint ou maquilhagem corretiva que cobre a superfície cutânea afetada disfarçando as manchas, conferindo uma coloração uniforme.